Ontem terminei o curso de suporte de vida em Obstetrícia e  um vídeo apresentado no encerramento foi emocionante. Nele percebemos que a rotina do médico, as preocupações do dia a dia, a cada novo caso que se inicia... às vezes fazem a beleza, a grandeza, a plenitude daquele momento seja pasteurizada e anestesiada. 

 Essa maravilha, a mágica da vida se desdobrando em nova vida, novo ser, novo ciclo que se abre. Novos mundos se conectando. Toda a beleza da vida, toda a complexidade resumida, todo sentimento de amor materializado, tantos nascimentos conectados, é pai é mãe é filho, família...

Quantos eventos acontecendo... E, muitas vezes o obstetra ali querendo apenas terminar seu parto, sua cesárea, falando de outros assuntos, de olhos vendados para o mágico momento do nascimento. Estar ali é uma dádiva, é o momento em que Deus mostra um pedacinho do céu, desse outro lado da vida, essa dimensão desconhecida, onde se irradia a mais pura luz. Nós, obstetras, somos a comissão de boas vindas para este ser que nasce pela mulher em nossas mãos.
"O parto pode ser sim um momento poderoso de transformação, alegria e prazer"- Gisele Bündchen
                                                     foto: weheartit


Publicado em www.atmosferafeminina.com.br - texto de Gisela Rao

Todo mundo fala o tempo todo que você tem que se amar. Mas a pergunta é: você sabe se amar? Pergunta difícil, não é? Afinal, ninguém ensinou isso para a gente na escola e, muitas vezes, nem mesmo em casa.

O que fazer então? Bom, sair gritando “Eu me amo! Eu me amo!” por aí não vai adiantar muito (risos). A primeira coisa que você deve fazer é se perguntar várias vezes: “Por que eu não consigo me amar? É por que não me acho tão bonita? É por que não me acho tão eficiente quanto a Fulana? É por que não realizo meus sonhos? Não tenho namorado? Não aceito minha história, minha família, minha condição social?”.

Bom, fica muito difícil mesmo se amar com tanta autocobrança e em uma sociedade que diz o tempo inteiro que somos e estamos errados, que não somos bons o suficiente, que temos de seguir um padrão engessado – o que nos deixa com mais medo ainda de seguir nossos sonhos. Uma coisa é certa: a gente só consegue se amar quando se aceita. Quando confiamos e acreditamos no nosso taco. Quando nos cuidamos com carinho e temos compaixão e tolerância por nós mesmos. 

Cinco atitudes eficientes para se curtir mais

Eu aprendi a me amar há muito pouco tempo e essa listinha me ajudou muito. Tomara que dê certo para você também!

1- Pare com essa “Síndrome de Hardy”, aquela hiena do desenho animado que vivia reclamando da vida. Olhe as coisas sob um prisma mais positivo. Quando você muda sua vibração, as coisas mudam automaticamente para você. E para melhor!

2- Chega de se detonar. Pratique o “hoje eu não vou me depreciar”.

3- Pare de se agarrar às pessoas e às coisas que a fazem sofrer. Se saiu de um relacionamento tóxico, agradeça a Deus e bola pra frente, nada de olhar par atrás!

4- “Desrejeite-se!” Ou seja: pare de sofrer porque foi rejeitada por alguém. Você certamente já rejeitou alguém também. Faz parte da vida. Não dê tanta importância a isso.

5- Não tem tu, vai “eu” mesmo. Pare de sofrer porque você não tem um companheiro. Namore com você mesma gostosamente. Saia, dance, vá ao cinema, faça massagem, cozinhe para você e diga sempre antes de dormir: “Eu vou cuidar de você!”.
Diminuindo a sua carência fica mais fácil atrair alguém legal.

Gisela Rao é publicitária, jornalista e escritora. E atualmente é editora-chefe de conteúdo do Atmosfera Feminina.
“O vento é o mesmo; mas sua resposta é diferente em cada folha”- Cecília Meireles
Parabéns aos enfermeiros pelo seu dia, continuem cuidando da "gente" com o carinho, cuidado e profissionalismo tão necessários. Obrigado pela parceria de sempre.
A enfermeira Patrícia chegou para fazer o pré-natal bem angustiada. Era sua terceira gestação,  teve os dois primeiros normais. Após um tranquilo acompanhamento houve um imprevisto (descolamento prematuro de placenta) na reta final da gravidez e precisamos optar pela cesárea. O incrível é que nesta data, às quatro e meia da manhã, eu estava exatamente no centro cirúrgico, com toda a equipe em outro procedimento. Sorte grande, somente? Não acredito. Pela grande luz que a Patrícia e toda família irradia somente uma palavra justifica: merecimento. Veja o depoimento dela sobre isso, meu muito obrigado pela confiança, Patrícia.

Patrícia, a mãe e a pequerrucha Amanda
"Antes de chegar ao consultório do Dr. João Felix estava completamente transtornada, estarrecida mesmo com a dificuldade de encontrar um médico disposto a acompanhar uma gravidez onde a mãe(eu) já havia decidido participar. Ultimamente tem se tornado cada vez mais raro um profissional que queira realmente dispor do seu tempo em favor da saúde. Parece antagonismo, mas muitos trabalham na área de saúde, contudo estão cada vez mais distantes dos verdadeiros princípios que devem nortear essas profissões, o tal do “comprometimento”. Dividir o protagonismo desse momento então, nem com a mãe...
A relação de confiança no profissional é tão importante que não hesitei em nenhum momento quando percebi que teria um parto diferente dos meus dois partos anteriores. Confesso que me senti frustrada, um sentimento de impotência diante de uma situação para a qual eu havia me preparado por tantos meses, mas ao mesmo tempo uma confiança muito grande de que ele faria o que fosse melhor para nós duas.
Passar por uma cirurgia para mim seria realmente a última das opções, toda a minha formação profissional(enfermeira) e de vida(...) me levava a desejar o parto normal, mas como já relatei não senti medo do procedimento. Em compensação, pude confirmar por experiência própria que a cesariana só deve ser feita realmente se não houver outra alternativa. Agradeço a medicina por ter minha filha saudável e em meus braços hoje, apesar de uma intervenção desse nível estar longe de ser uma coisa desejável, essa tecnologia nos possibilitou estamos salvas e juntas.
A recuperação da cesariana é infinitamente mais complicada, a nossa mobilidade fica comprometida, os riscos para infecção são aumentados em razão do procedimento cirúrgico. Para uma mãe, a única razão plausível para uma interferência tão grande tanto em seu corpo quanto em sua subjetividade enquanto ser livre, mulher capaz de protagonizar essa linda história de amor é realmente o risco de vida.
Agradeço a Deus e ao Dr. João por ter tido a oportunidade de ter mais um dia das mães, dessa vez com minhas três princesas: Vitória, Maria Clara e Amanda Valentine. Não é qualquer médico que entende o sentido e a responsabilidade da profissão que tem. Quando nós encontramos um desses pelo nosso caminho devemos agradecer a Deus porque bons médicos são como anjos iluminados que Deus coloca no nosso caminho. Decidir o que é melhor para o momento exige uma sabedoria muitas das vezes mal entendida e a lógica da razão às vezes precisa sobrepor-se aos desejos, para todo o resto existe o amor"!

Patrícia, mãe da Vitória, Maria Clara e Amanda Valentine; amor do Antonio Armando


Patrícia, Antonio Armando, Vitória, Maria Clara e Amanda Valentine (a caçulinha). Gente feliz!

Amanda Valentine se delicia com o banhinho, menina vitoriosa, literalmente

Como no Blog Pérola todo dia é das mães,  reproduzo abaixo fragmento de um texto muito bom de um dos ilustres poetas atuais do Brasil, o gaúcho Fabrício Carpinejar.


 (...)O que a mãe mais teme é ser esquecida. Não tem como: mãe é a memória antes da memória. É a nossa primeira amizade com o mundo. O que parece chatice é cuidado. Cuidado excessivo. Cuidado a qualquer momento. Cuidado a qualquer hora, ao atravessar a rua, ao atravessar um namoro. Para o nosso bem, repete conselhos desde a infância. Para o nosso bem. Repetir o amor é aperfeiçoá-lo. Mãe não cansa de nos buscar na escola, mesmo quando não há mais escola. Mãe não cansa de controlar nossa febre, mesmo quando não há febre. Mãe não cansa de nos perdoar, mesmo quando não há pecado. Mãe não cansa de nos esperar da festa, mesmo quando já moramos longe. Mãe se assusta por nada e se encoraja do nada. Entende que o nosso não é um sim, que o nosso sim é talvez. Avisa para pegar o último bolinho, o último bife, em seguida arruma uma marmita para o lanche da tarde. Mãe tem uma coleção de guarda-chuvas prevendo que perderemos o próximo. Está sempre com a linha encilhada na agulha e caixinha de botões a postos. Conserva nosso quarto arrumado como se houvesse uma segunda infância. Mãe passa fome no lugar do filho, passa sede no lugar do filho, passa a vida guardando lugar ao filho. Mãe é assim, um exagero incansável. Adora chorar de felicidade nos observando dormir(...) – Fabrício Carpinejar

"Se quereis formar juízo acerca de um homem, observai quem são os seus amigos."
(François Fénelon)